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Thursday, May 28, 2009

Sobre Berlim

Em primeiro lugar, quero me desculpar pela falta de acentuacao. Querendo economizar (quem me conhece sabe que economizo cada centavo que posso para viajar), comprei um Asus EEE e ainda nao consegui configurar o teclado desse notebook. O sistema e Linux e para configurar qualquer coisa aqui e necessario ter terminado o doutorado no MIT.


Berlim, inicialmente, me pareceu ser uma cidade meio inospita. Muitos lugares e vias rapidas com poucas pessoas. Mas logo depois descobri os hot spots dessa metropole europeia.

Bundestag/Reichstag - O palacio do Legislativo alemao tem muita historia pra contar. Suba ate a cupula, e gratis, da uma visao esplendida da cidade e tem uma exposicao muito boa sobre o predio.

Portao de Brandenburgo - pertinho do Reichstag, vale tirar um tempo para contempla-lo. Ir a Berlim sem ve-lo e como ir a Paris e deixa-la tem ir a Torre Eiffel. Aproveite para tomar um cafe no Starbucks da Pariser Platz.

Jewish Memorial - Memorial do Holocausto. Feito com o mais de 2000 blocos de granito, como se fosse um cemiterio.

Museumsinsel - gosta de museus? Eu tambem, e fiquei um tanto chateada por nao ter podido visitar todos eles. Mas nao perdi o Altes Museum com o busto da Nefertiti e o Pergamon Museum, com o Altar de Pergamo e o Portal de Ishtar. Como diz o nome, a Ilha dos Museus e repleta de atracoes. e tiver folego, suba ata a cupula da Catedral de Berlim (Berliner Dom).

Faltou - Altes National Gallerie, Bode Museum.

Kufurdensdamm - Ou Ku´damm para os intimos. Essa e uma rua estritamente comercial, cheia de lojas e shoppings. Da pra cavar algumas pechinchas, como uma bolsa de 2 euros que comprei.

Kaiser Wilhem Kirsch - visita rapida, ja que a igreja e reduzida.

Schloss Charlottenburg - Adoro palacios, mas prepare-se. A entrada e cara e nao da pra tirar fotos (14 euros). O audioguide esta incluido e e uma boa, pois quase nenhum museu tem as explicacoes em outra lingua que nao o alemao.

Observacoes culturais:

pessoas - tem de tudo. O destaque maior e para os jovens revoltados que so andam de preto com a cabeca raspada e com piercings pelo corpo todo.

presenca estatal - revelada no sistema de transportes. Berlim e toda interligada e com o mesmo bilhete pode-se pegar metro, onibus, trem e bonde. O onibus abaixa ate o nivel da calcada para voce subir sem ter que parecer que eta escalando uma arvore, como e no Brasil. Limpeza, logicamente, e outro aspecto. Tem muito menos lixeiras que varias cidades e nao tem lixo no chao.


transito - flui bem o dia todo, em diversos horarios sem hora do rush.

principio da confianca - apesar de ser uma capital populosa (nos termos europeus), nao ha catracas no metro, sendo da sua reponsabilidade validar o bilhete que comprar. Fui fiscalizada uma vez por um sujeito a paisana.

Tuesday, May 5, 2009

Uma gota para cada público

  • Aos advogados que acompanham este blog (apesar de não deixarem comentários, eu sei que vocês existem):

Faça você mesmo - Se não haverá ninguém para ajuizar ação de exclusão de herdeiro por indignidade depois que você morrer, faça focê mesmo! Acórdão interessante aqui.

  • Aos politizados, que todo mundo insiste em chamar de vermelhos, comunas, etc. (Quando o assunto são ideologias e ciencias sociais, haja categorias taxonômicas criadas em buteco pra rotular as pessoas pelo que elas pensam):

Artigo muito interessante de Eric Hobsbawm - O Socialismo não deu certo, o Capitalismo está falido. O que vem depois? Em Inglês, aqui.

  • Autocrítica existencial - Meus leitores de rss, twitter e etc. têm tantos assuntos diferentes, de Sociologia e Direito, passando por Tecnologia e chegando à Física Quântica que às vezes eu não consigo encontrar meu lugar no mundo. Se eu fosse jornalista, escreveria sobre tudo e não conseguiria delimitar área de atuação!
Ainda bem que delimitei, ao menos, uma profissão com especialização em Direito Público, diferentemente do meu querido progenitor, habilitado a diversas atividades.

Uma andorinha só não faz verão.

  • Obituário - no dia 02 de maio, morreu Augusto Boal. Engenheiro Químico, dramaturgo e criador do Teatro do Oprimido, uma forma de unir política às artes cênicas. Merecedor desta modesta homenagem.

  • Teatro - Rock 'n Roll de Tom Stoppard - Está badalado e bem recomendado por pessoas em cujo gosto natural eu confio. Cotado para ser o espetáculo do ano. Ainda vou conferir.

TEATRO VILLA-LOBOS

Av. Princesa Isabel, 440 - Copacabana
Período: 01/05 a 26/07/09 - 5ª a Sáb., às 20h e Dom., às 19h
Ingressos: R$ 40,00 (5ª, 6ªfeira e Dom.) e (Sáb.) R$ 50,00

Agosto de 1968, os tanques soviéticos estão nas ruas de Praga.... Jan, um estudante tcheco, vive em função do Rock’N’Roll, Max um professor Inglês, vive para o Comunismo. 1990, os tanques foram embora, os Rolling Stones continuam fazendo seu rock e o idealismo começa a perder seu espaço no mundo. A envolvente e apaixonante peça de Stoppard se passa entre os anos de 1968 e 1990, sob uma dupla perspectiva – em Praga, na república Tcheca, onde uma banda de rock aparece para simbolizar a resistência ao regime autoritário comunista, e em Cambridge, na Inglaterra, onde as questões do amor e da morte definem as vidas de três gerações da família de um filósofo Marxista.

"Rock'n'Roll" é uma experiência a que não estamos muito acostumados,  porém a todos passa a idéia da importância que o teatro pode e deve  ter para nossos
caminhos de conhecimento do mundo em que  vivemos.” (Barbara Heliodora, O Globo)
“A peça é desde já candidata ao título de um dos melhores  espetáculos do ano.” (Jefferson Lessa, O Globo)
“O efeito é devastador - uma bomba explosiva de letras aguarda o  amante de teatro: é o impacto, sobre as nossas almas indefesas, da  nova peça de Tom Stoppard,
"Rock'n'Roll” (Tânia Brandão, O Globo)
“Rock'n'Roll (...) oferece uma encantadora viagem por acontecimentos  marcantes da segunda metade do século XX.” (Debora Ghivelder, Veja  Rio)

“O caudal de referências e a extensão da montagem confirmam a coragem dos diretores Felipe Vidal e Tato Consorti em enfrentar este desafio artístico e comercial (...) A dupla tem o mérito de revelar a “compreensão” daquilo que encena.” (Macksen Luiz, Jornal do Brasil)


(Abre parênteses) - Certa vez, recebi a seguinte pergunta quando fui mochilar: "Mas que diabos você vai fazer em Praga?" Apenas respondi que gosto de visitar lugares de relevância histórica. Essa resposta, obviamente, não satisfaz alguém que pergunta uma coisa dessas, pois se soubesse que Praga sediou um episódio importante para os rumos da humanidade, louvaria a minha escolha de cidade para se visitar. Mas é melhor do que mandar abrir o livro de História ou de Geografia do Ginásio (porque me lembro bem de ter estudado isso na 7a série, não foi só no Ensino Médio não).

Sunday, May 3, 2009

Eu te amo

Sem entrar no mérito do erro gramatical flagrante da frase, já que o correto seria "Amo-te", hoje tentarei sintetizar que a insegurança, a auto estima e o nosso desconfiômetro natural geram situações um tanto "desconfortáveis" quando alguém usa a frase com o outro.

Situação - problema:

Um dos componentes do casal, que chamaremos de "A" vira para o outro, que chamaremos de "B":

A - Eu te amo!

Possíveis reações de "B":

1B - Silêncio e cara de pastel;

2B - Um beijo (curto ou longo);

3B - Eu te amo também;

4B - Eu gosto de você/te adoro;

Acho que cada leitor passou pelo menos por uma situação dessas, ou duas, ou todas.

E quais as possíveis consequências dessas reações?

1B - Briga na certa

2B - Grande probabilidade de briga

3B - "A" pode ficar feliz e satisfeito(a) ou vir com aquelas "Você só falou porque eu falei." Não precisa falar também, eu só estou expressando o que sinto por você".

4B - Briga na certa também.

Conclusão do estudo: a maioria, pelo menos das pessoas que escutei até hoje, reclama que não consegue dizer, ou que não quer mais dizer. Ninguém quer deflagrar o processo e ser o primeiro a dizer, nem quer ser o destinatário da mesma demonstração de carinho, pois até dizer "Eu te amo também" pode dar causa a uma verdadeira guerra civil.

Antes que me perguntem: não estou com problemas existenciais; sim, já passei situações assim, como todo mundo; resolvi escrever este post porque vi essa situação, pela enésima vez, em um filme hoje.

O método científico é totalmente empírico e estatístico, do tipo "observar o fenômeno e registrar todas as vezes em que ocorre".

Friday, May 1, 2009

Rotina - sempre ela!

Estava olhando este post no blog de uma mulher muito simpática que mora em Trondheim, na Noruega.

Não sei se já comentei aqui que costumo acompanhar a vida de brasileiros que nem ao menos conheço e que vivem em outras partes do planeta. Perco horas imaginando como seria a vida fora desse lugar em que vivo, lembrando que nem de rua jamais me mudei.

Normalmente, eu até deixo comentários nesses blogs, mas nunca tenho feedback. Afinal, quem mora lá fora só usa a internet para entrar em contato com outros brasileiros que moram igualmente no estrangeiro ou com os amigos e familiares aqui no Brasil. No início, ficava chateada. Mas que curiosidade eles possivelmente poderiam ter sobre a minha vida aqui? Eles nasceram aqui!

Então, abstraí, mas continuo deixando minhas impressões nos comments dessas pessoas.

Voltando ao post, achei muito interessante a observação sobre as mesmas pessoas que ela vê todos os dias no caminho do trabalho. Achei mais interessante ainda porque comentei lá no meu trabalho outro dia que aqui não tem mais isso. A cada dia o trânsito tá de um jeito, nem o mesmo motorista de ônibus a gente consegue pegar mais. Sem falar quando presenciamos (ou sofremos) um assalto ou um furto. Aí, é assunto para o resto do dia... Exatamente porque, ainda bem, não é rotina.

Se fosse rotina, ninguém chegaria em casa e diria: "Gente, fui assaltada!"

São contingências da cidade grande, e não menciono pequenas violências como prerrogativa do Rio de Janeiro. Essas coisas deixaram de ser privilégio e são presenciadas em várias mega cidades do mundo.