Sem entrar no mérito do erro gramatical flagrante da frase, já que o correto seria "Amo-te", hoje tentarei sintetizar que a insegurança, a auto estima e o nosso desconfiômetro natural geram situações um tanto "desconfortáveis" quando alguém usa a frase com o outro.
Situação - problema:
Um dos componentes do casal, que chamaremos de "A" vira para o outro, que chamaremos de "B":
A - Eu te amo!
Possíveis reações de "B":
1B - Silêncio e cara de pastel;
2B - Um beijo (curto ou longo);
3B - Eu te amo também;
4B - Eu gosto de você/te adoro;
Acho que cada leitor passou pelo menos por uma situação dessas, ou duas, ou todas.
E quais as possíveis consequências dessas reações?
1B - Briga na certa
2B - Grande probabilidade de briga
3B - "A" pode ficar feliz e satisfeito(a) ou vir com aquelas "Você só falou porque eu falei." Não precisa falar também, eu só estou expressando o que sinto por você".
4B - Briga na certa também.
Conclusão do estudo: a maioria, pelo menos das pessoas que escutei até hoje, reclama que não consegue dizer, ou que não quer mais dizer. Ninguém quer deflagrar o processo e ser o primeiro a dizer, nem quer ser o destinatário da mesma demonstração de carinho, pois até dizer "Eu te amo também" pode dar causa a uma verdadeira guerra civil.
Antes que me perguntem: não estou com problemas existenciais; sim, já passei situações assim, como todo mundo; resolvi escrever este post porque vi essa situação, pela enésima vez, em um filme hoje.
O método científico é totalmente empírico e estatístico, do tipo "observar o fenômeno e registrar todas as vezes em que ocorre".

1 comments:
Faz todo sentido!!! Adorei a teoria.
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