Gosta de viajar? É mochileiro? Muito prazer, temos algo em comum.
Só que eu não curto muito perrengue-trip, nome que eu dei àquelas viagens em que se passa muito frio, muito calor, muita fome, muita sede, pouco sono.
O cúmulo do mochileiro é o que eu vou contar. Certamente o caro leitor já pensou em ir a Machu Pichu. Porém, já imaginou que rota utilizaria? Pois vou comentar o pedaço de uma delas.
Muitos mochileiros costumam visitar o nosso Pantanal Mato - Grossense, para curtir outras paisagens além das exibidas na novela, que já está na terceira reprise.
Daí, a próxima cidade é Corumbá (MS), que faz fronteira com Porto Suarez, ou Puerto Quijarro, já na Bolívia. Lá tem uma zona franca interessante, onde o Black Label vira uma realidade e Victoria´s Secret, um hábito diário.
Lá, compre uma passagem de trem para Santa Cruz de La Sierra.
A verdadeira experiência já começa na compra do ticket: quer passagem pra hoje? Só na mão dos cambistas. De US$ 7.00, a passagem sobe pra US$ 25.00. Aí você pensa: "Mas eu vou comprar a passagem do Brasil, pela internet!" Meu amor, isso aqui não é a Eurostar. No hay nem ponto de internet, imagine compras online.
Sobre o trem: eu não comentei com você? O trem de que vai a Santa Cruz de La Sierra tem um apelido supercarinhoso: Trem da Morte! Mas por que esse nome? Ah, ninguém sabe: uns dizem que houve uma epidemia de malária na região e que o trem servia de transporte tanto para os doentes, quanto para os corpos; outros dizem que existe grande chance de um acidente. Ainda há teses de que, durante as décadas de 70 e 80, os passageiros eram constantemente assaltados; outros sustentam que havia muitos surfistas ferroviários (esse filme nós já vimos).
Tempo de viagem: 18, 20 horinhas tá bom pra você? Por isso a maioria dos guias sugere que você compre a categoria de assento Super Pullman. Apesar de haver categorias melhores, na prática elas não são tão melhores assim. Ou então, siga seu espírito aventureiro e vá nas classes populares, com os nativos, crianças chorando e "fazendo cáca" nas fraldas, papagaios, patos, galinhas, e por aí vai. Afinal, turismo é cultura, e contato com a população local é tão importante quanto a beleza ou a importância histórica dos lugares.
Durante o percurso, existem vários ambulantes que querem se certificar de que você não passará fome. Coca - cola? Meu amor, mais uma vez, lá não é a SNCF. Aprendeu agora? Tem é muita limonada e outras "delícias" totalmente caseiras, como frangos fritos ou carne de porco no palito. Nem quero saber com que água eles cozinham...
Quer saber o resto do roteiro? Este link expõe de uma forma bem prática. A parte mais horripilante/aventureira do percurso é essa.
Se eu vou? Ainda estou pensando. A viagem não parece ser cara, então quem sabe em uma época de vacas magras e muito estômago? O problema é a paciência pra duração da viagem... não tenho muita... E nenhum estômago. E dizem que o trem balança como um barco em dia de mar revolto.

2 comments:
Quantos eles pagam para os turistas fazerem esse tipo de viagem?
Já conheço o site e o roteiro. Li tudo que esse site tinha no ar na época que fui a Machu Picchu. Mas é incrível como os guias locais ensinam muito mais (se é mentira ou verdade, isso é outra história) do que você pode aprender pela internet.
Na época, eu abri um site para mostrar as fotos e as histórias. Eu não tinha blog e tudo ficou por aí, perdido.
Pergunta se eu lembro de alguma coisa... Muito pouco.
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