Moro no Brasil/Não sei se moro muito bem ou muito mal/Só sei que agora faço parte do país/A inteligência é fundamental
(Farofa Carioca)
Somente neste momento descobri o movimento de blogagem coletiva "Coisas do meu Brasil 2", deflagrado pelo "Leio o mundo assim".
Dei uma passada nos posts de alguns participantes e percebi que cada um deles enaltecia a sua cidade. Farei o mesmo, tarefa que, apesar de fácil, não está tão fácil como era antigamente: enaltecer o Rio de Janeiro!
Lembrei - me de um artigo que saiu na Revista En Route, de origem canadense (acho que é daquelas revistas que você lê no avião).
Não li a revista em si, mas uma outra reportagem que a mencionava.
Posto isso, vamos ao artigo que, depois de uma pesquisa, mencionou as cidades mais civilizadas do mundo. E quem ficou em primeiro lugar? A Cidade Maravilhosa, pode acreditar.
Isso aconteceu por causa do critérios pouco convencionais utilizados na pesquisa. Todos eles têm em comum medir o prazer, ou a joie de vivre - Alegria de viver. Sim! O fator felicidade foi determinante para colocar o nosso Rio de Janeiro no top, ficando à frente se cidades como Paris, Roma, Amsterdam (e olha que lá tem gente feliz à beça), Zurique, Toronto...
Vamos a eles:
* Diferença de preços entre refrigerantes e bebidas alcóolicas - normalmente com o objetivo de inibir o consumo de bebidas alcóolicas, os governos impõem pesada carga tributária, o que deixa a cervejinha mais cara. Só que no Rio de Janeiro essa diferença não é tão gritante, oscilando entre 0,30 e 0,50. Com o choppinho mais barato, o joie de vivre vai lá em cima, não é mesmo?
* Qualidade do carboidrato mais popular - Como padrão, adotou-se o croissant francês, que valia 100 pontos. Os nossos famosos pastéis atingiram a marca dos 107 pontos, mesmo sendo gordurosos;
* Estilo ao se vestir - Sejam bonitos ou não, os cariocas foram avaliados como o povo que melhor embala o corpo, dada a variedade de estampas, tecidos e cores. O Rio recebeu 77 pontos e Los Angeles, 32 (deve ser por causa das celebridades, em sua maioria breguíssimas);
* Facilidade de fazer compras - Foi alçada à categoria de verdadeira maravilha a possibilidade de se comprar qualquer coisa na rua mesmo, sem precisar procurar as lojas. Foi um verdadeiro destaque para as feiras (os chamados street markets), os ambulantes e ao preço das mercadorias, despidas de quaisquer impostos incidentes sobre a circulação de mercadorias...
*Porcentagem de pessoas que atravessam fora das faixas - Aqui, o conceito de civilização foi completamente invertido. Mais civilizada é a cidade em que essa forma de desobediência civil é mais freqüente. A justificativa é que regulamentação é bom, pero no mucho. Nesse contexto, as pessoas precisariam de uma certa esfera de autonomia.
O Rio de Janeiro ficou só com 7 pontinhos, mas Los Angeles ficou com 2.
Será mesmo que as cidades civilizadas são animadas por serem turbulentas e desorganizadas? Nesse quesito, acho que Roma e Rio de Janeiro empatam no quesito algazarra.
Esses dados nos ajudam a ver como os estrangeiros encaram o Brasil. Apesar de diversas revistas de além-mar publicarem artigos sobre a nossa violência, não sinto o ritmo do turismo cair. Ele poderia, por outro lado, aumentar.
Apesar de haver uma guerra constante entre o asfalto e os morros, com a polícia no meio pendendo ora para um lado, ora para outro, o Rio de Janeiro ainda é considerado como um bom lugar para se viver, com muitas Coisas do nosso Brasil, é claro.


8 comments:
Oi, Felix! Fiquei muito feliz por perceber que você aderiu à coletiva, quando leu outros blogs; para mim, isso é sinal de que vale falar do Brasil. Fiquei impressionada com os critérios nada convencionais de pesquisa: alguns deles mostram que o estrangeiro tem mesmo uma visão distorcida. Com tanta importância cultural como tem o Rio, por que eles foram se preocupar com estampas?
Olá meu amigo, também sou uma carioca que mesmo sabendo dos problemas que nossa cidade tem, ainda acha que o Rio é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!
Parabéns pelo post!
O Rio pode ser violento, como São PAulo é e demais cidades do Brasil são....Mas o Brasil é o Brasil.
É negro com branco, chines com alemão, judeo e arabe...No Brasil você chega e se aconchega, senta numa mesa de bar e já faz amigos, tem tudo perto, comida saudavel, gente de todo quanto é lugar.
Brasil tem bandido, mas não tem pesidentes de guerra. Somos idiotas politicamente, somos sim e muito, todos sem escessão, mas somos um povo que vale mais que qualquer coisa. Queria ver os gringos se virarem como nós e ainda sorrir e estar sempre de braços abertos.
Belo post.
Besos
Concordo.Não só o Rio de Janeiro, mas o Brasil é um país atípico.A diversidade de etnias, colonizações, fauna e flora, a alegria do povo, fora o "jeitinho" de passar bem por crises, tudo isso deveria ser enaltecido mais vezes por nós do que por outros países.Deve ser porque quem está de fora sempre enxerga melhor a situação...
E escreva mais sobre o Rio!Tipo "10 coisas q eu adoro/odeio em vc", rs.
Beijos!
O Brasil é um país formidável, mas o Rio de Janeiro tem problemas sérios que só quem vive aqui sabe dizer. A violência tomou conta da cidade, principalmente em virtude de confrontos entre traficantes rivais; os hospitais públicos funcionam precariamente; as escolas públicas fomentam a ignorância, inclusive com aprovação automática; a patrimônio histórico é degradado; os cofres públicos dilapidados; os transportes públicos carregam pessoas como se fossem carga. E mesmo assim o carioca ainda sorri, se fantasia para o carnaval e vai para o Maraca a preço extorsivo para torcer para o "Framengo". O carioca não tem motivos para sorrir. Seu sorriso é a maior prova de sua alienação. O Rio de Janeiro continua lindo, mas não sei até quando.
O Rio tem muitos problemas, mas tem coisas que não se encontra em outros lugares, uma atmosfera diferente, cidade linda, sempre linda.
Abraços,
Ana Paula.
O último a sair do Rio apague a luz!
Olá, tb estou na coletiva e passando com um pouco de atraso para conferir os posts. Parabéns pela participação. Eu fiz uma forcinha , fechei os olhos e falei muito bem do Rio como se vivesse no Rio em 1958 , por exemplo e não faltasse água o tempo todo :-).
Abraço
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